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Pesquisadoras do Instituto de Saúde propõem cinco medidas para reduzir cesarianas no Brasil 

 

 

4 de novembro de 2020

 

 

O Instituto de Saúde está lançando a publicação Síntese de Evidências para Políticas de Saúde: Reduzindo as taxas de cirurgia cesariana no Brasil, para oferecer evidências científicas relevantes, selecionadas e avaliadas por meio de processo sistemático e transparente, que possam contribuir para a redução da elevada taxa de cirurgias cesarianas no país. 

 

Síntese de evidências para políticas é um documento que tem o objetivo de oferecer um conjunto de informações científicas obtidas a partir de pesquisas globais e locais relevantes que foram identificadas, avaliadas e organizadas para facilitar o enfrentamento de problemas de saúde e subsidiar as discussões técnicas entre gestores, pesquisadores e membros da sociedade civil organizada.

 

“Decidimos pesquisar sobre este tema por ser um desafio persistente há muitos anos no Brasil, apesar de todos os esforços já realizados”, justifica Tereza Toma, pesquisadora do Instituto de Saúde e coordenadora da pesquisa.  A pesquisa ressalta que o Brasil é o segundo país com as taxas mais elevadas de cirurgia cesariana no mundo, atingindo até 86% na rede privada de algumas regiões do país, muito além da recomendação de 10 a 15% da Organização Mundial da Saúde. O uso excessivo e desnecessário de tecnologias na atenção ao parto e nascimento tem contribuído para aumentar os riscos à saúde de mães e recém-nascidos. 

 
 
Essa síntese de evidências foi produzida pelas pesquisadoras Cecilia Setti, Cintia de Freitas Oliveira, Taís Rodrigues Tesser, Maritsa Carla de Bortoli, Bruna Carolina de Araújo, Roberta Crevelario de Melo, Andressa Rocha Olah, Sonia Isoyama Venancio e Tereza Setsuko Toma, do Instituto de Saúde; e Rosana Evangelista Poderoso, da Biblioteca da Faculdade de Ciências Médicas da UNICAMP. 

 

O trabalho aponta cinco propostas de intervenções para reduzir as taxas de cirurgia cesariana, todas de caráter não clínico, selecionadas a partir de revisões sistemáticas. Sistemas públicos e privados podem se beneficiar com a implementação dessas ações, cada qual com suas possibilidades e limitações. 
 

As cinco propostas formuladas pela pesquisa estão contidas aqui, no conteúdo completo do trabalho. 

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