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Mais de 50% da população brasileira está no grupo de risco do novo coronavírus, diz estudo

12 de maio de 2020

 

Segundo um estudo feito na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), mais de 50% da população adulta brasileira apresenta um dos fatores que aumentam a incidência de manifestações graves do novo coronavírus.

 

Para estimar o tamanho do grupo de risco para COVID-19 no país, os pesquisadores da Unifesp usaram dados de 51.770 participantes da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2013.

 

“Inicialmente, foram incluídas no grupo de risco as pessoas com idade igual ou superior a 65 anos, portadores de doenças crônicas [cardiovasculares, diabetes, hipertensão e doença pulmonar obstrutiva crônica] e os pacientes com câncer diagnosticados há menos de cinco anos. Os últimos estudos, porém, propuseram novos fatores de risco: pacientes em diálise ou outro tratamento para doença renal crônica, obesidade, asma moderada ou grave e tabagismo”, explica Leandro Rezende, professor do Departamento de Medicina Preventiva da Escola Paulista de Medicina (EPM-Unifesp) e coordenador da pesquisa, cujos resultados serão divulgados em breve na Revista de Saúde Pública.

 

Segundo a pesquisa, os adultos que possuem menor escolaridade, com menor nível socioeconômico, são duas vezes mais propensos a contrair a COVID-19 de forma grave do que os que possuem nível superior.

 

Por esse motivo, regiões como Sul e Sudeste são as que exigem mais atenção. “Há duas possíveis explicações para essa diferença. Uma tem relação com a maior expectativa de vida nos estados do Sul e Sudeste, onde o nível socioeconômico da população é maior e, portanto, há mais idosos. A outra seria o menor acesso ao diagnóstico médico no Norte e Nordeste, que poderia ter enviesado os dados sobre a prevalência de doenças como diabetes e hipertensão, que, muitas vezes, são assintomáticas no início”, diz Rezende.

 

O professor confirma que as medidas do isolamento social ainda devem ser mantidas em todo o país.

 

 

Fonte: Agência Fapesp

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