Instituto de Saúde

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Instituto de Saúde defende a manutenção do Guia Alimentar para a População Brasileira 

23 de setembro de 2020 

 

Por Sonia Venancio 
Vice-diretora do Instituto de Saúde, pediatra e pesquisadora em saúde e alimentação infantil 

 

 

O Instituto de Saúde apoia a manifestação do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (Nupens/USP), que contesta a Nota Técnica nº 42/2020 do Ministério da Agricultura, cujas críticas infundadas ao Guia Alimentar para a População Brasileira colocam em risco o direito à Saúde por meio de uma alimentação correta, equilibrada e saudável, baseada em evidências cientificamente comprovadas. 

 

O Guia Alimentar para a População Brasileira é um dos mais avançados do mundo, porque propõe a classificação NOVA, elaborada por pesquisadores do Nupens, que considera o grau de processamento dos alimentos e destaca o impacto negativo do consumo de alimentos ultraprocessados sobre a saúde humana.  Produzidos por meio de várias técnicas e etapas de processamento industriais, esses alimentos apresentam excesso de sal, açúcar, óleos, gorduras e aditivos alimentares. 

 

Existem evidências científicas sólidas sobre a associação do consumo de alimentos ultraprocessados com várias doenças, como sobrepeso ou obesidade, diabetes, hipertensão, dislipidemias (colesterol alto) e doenças cardiovasculares, entre outras. 

 

Uma das motivações para a revisão do Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de Dois Anos, da qual participei como representante do Instituto de Saúde, foi exatamente a necessidade de alertar as famílias sobre os riscos da introdução precoce dos alimentos ultraprocessados na alimentação das crianças. 

 

Vivemos um momento epidemiológico no qual há um aumento do consumo desses alimentos no Brasil e no mundo e a introdução se dá de forma muito precoce, nos primeiros anos de vida da criança. Por isso é importante que os guias alimentares abordem essa questão, para prevenir o sobrepeso e a obesidade de doenças crônicas, que também têm tendência de aumento na população brasileira. 

 

Cientistas do mundo todo e pesquisadores brasileiros estão se manifestando a favor da manutenção das orientações do nosso guia. Essas manifestações são baseadas em evidências científicas, livres de conflitos de interesse. O Instituto de Saúde defende que a tomada de decisão seja baseada na ciência e espera que isso aconteça em relação à manutenção das orientações do nosso Guia Alimentar para a População Brasileira. 

 

Núcleo de Comunicação Técnico-Científica 

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