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Afinal, pessoas sem sintomas podem transmitir o coronavírus?

 

 

10 de junho de 2020

 

 

Nessa última segunda-feira, 8, uma declaração feita pela Dra. Maria Van Kerkhove, chefe da unidade de doenças emergentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) causou controvérsia no mundo todo. Kerkhove, durante uma coletiva de imprensa da OMS sugeriu que a transmissão do novo coronavírus por pacientes assintomáticos, aqueles que não apresentam sintomas de Covid-19, poderia ser algo “muito raro”.

 

A fala logo gerou discussões entre especialistas e o público em geral, o que levou a médica fazer uma nova declaração no dia seguinte, terça-feira 9, afirmando que o que a OMS ainda não sabe é qual a porcentagem da transmissão de coronavírus é feita por pessoas assintomáticas.

 

Há evidências que sugerem que pessoas com sintomas são mais infecciosas, mas a doença pode ser transmitida antes dos sintomas começarem a desenvolver.

 

Existem três tipos de situações em relação aos sintomas:

- Pessoas com sintomas - pessoas que têm diagnóstico positivo para o vírus e apresentam sintomas como tosse, febre, falta de ar;

- Pessoas pré-sintomáticas - pessoas que estão com o vírus e ainda não apresentaram os sintomas, mas nas quais esses sintomas vão aparecer mais para frente;

- Pessoas assintomáticas - pessoas que estão com o vírus e não apresentam sintomas em nenhum momento da infecção.

De acordo com Natália Pasternak, pesquisadora da USP e presidente do Instituto Questão de Ciência, é muito difícil fazer a diferenciação entre pré-sintomáticos e assintomáticos, uma vez que não há como saber se a pessoa em questão desenvolverá os sintomas no futuro, "Enquanto as pessoas estão doentes, não é possível diferenciar assintomáticos verdadeiros de pré-sintomáticos, é algo que só pode ser feito retroativamente, ou seja, depois que a pessoa já foi curada", diz Pasternak.

 

O isolamento social deve continuar sendo praticado, pois como afirmou Natália, é impossível saber se os indivíduos contaminados e sem sintomas são de fato assintomáticos ou se vão desenvolver sintomas no futuro.

 

"Porque muitos países não têm condições de ficar testando todo mundo e acompanhando. Como os recursos são escassos, é mais importante focar o acompanhamento nos sintomáticos. Não muda nada nas diretrizes sobre isso ou sobre isolamento social”, diz a médica.

 

* com informações da BBC News

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