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SP prorroga vacinação contra febre amarela até 16 de março

Desde janeiro 6,6 milhões de pessoas foram imunizadas no Estado

Desde janeiro 6,6 milhões de pessoas foram imunizadas no Estado, quase o mesmo número de todo o ano de 2017

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo decidiu prorrogar até o próximo dia 16 de março a campanha de vacinação preventiva contra a febre amarela na capital paulista e em outros 53 municípios do Estado. Assim, as pessoas que ainda não receberam a dose podem procurar os postos de saúde nas próximas semanas para se protegerem.

Nos dois primeiros meses deste ano 6,6 milhões de paulistas foram vacinados contra a doença, número bem próximo em relação às 7,4 milhões de pessoas imunizadas ao longo de 2017. Entre os anos de 2007 e 2016 foram vacinadas 7 milhões de pessoas. Ou seja, em um ano e dois meses foram aplicadas no Estado o dobro de doses em relação a uma década.

Na campanha, segundo balanço da Secretariam, desde 25 de janeiro foram aplicadas 4,65 milhões de doses, o que representa 50,3% do público-alvo formado por 9,2 milhões de pessoas.

Os 53 municípios e distritos da cidade de São Paulo foram definidos por critérios epidemiológicos após análises técnicas e de campo feitas pelo CVE (Centro de Vigilância Epidemiológica) e Sucen (Superintendência de Controle de Endemias) em locais de concentração de mata.

A região com menor cobertura vacinal em relação à campanha é a Baixada Santista, com 36,8%. No Vale do Paraíba e Litoral Norte, a cobertura é de 47,6%. O Grande ABC tem 44,1% e a capital atingiu 62,1%, imunizando mais de 2,1 milhão dos 3,3 milhões de moradores dos distritos definidos na campanha.

“A vacinação é a principal forma de proteger a população contra a febre amarela. Por isso, é imprescindível que todas as pessoas que moram nos locais definidos na campanha e ainda não se imunizaram compareçam aos postos até 16 de março”, alerta a diretora de Imunização da Secretaria, Helena Sato.

A campanha está sendo realizada com dose fracionada da vacina, conforme diretriz do Ministério da Saúde. O frasco convencionalmente utilizado na rede pública poderá ser subdividido em até cinco partes, sendo aplicado assim 0,1 mL da vacina. Estudos evidenciam que a vacina fracionada tem eficácia comprovada de pelo menos oito anos. Estudos em andamento continuarão a avaliar a proteção posterior a esse período. As carteiras de vacinação terão um selo especial para informar que a dose aplicada foi a fracionada.

Cerca de 6,9 milhões de doses da vacina fracionada foram disponibilizadas para as pessoas ainda não imunizadas que residem nos locais definidos pela campanha. A campanha também prevê a oferta de 2,3 milhões de doses padrão, que serão disponibilizadas para crianças com idade entre nove meses e dois anos incompletos, pessoas que viajarão para países com exigência da vacina e grávidas residentes em áreas de risco.

Deverão consultar o médico sobre a necessidade da vacina os portadores de HIV positivo, pacientes com tratamento quimioterápico concluído, transplantados, hemofílicos ou pessoas com doenças do sangue e de doença falciforme.

Não há indicação de imunização para grávidas que morem em locais sem recomendação para vacina, mulheres amamentando crianças com até 6 meses e imunodeprimidos, como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas (como por exemplo Lúpus e Artrite Reumatoide). Em caso de dúvida, é fundamental consultar o médico.

Desde o início de 2016 a Secretaria intensificou as ações de enfrentamento da febre amarela no Estado, por meio de monitoramento dos corredores ecológicos, vigilância epidemiológica e vacinação. As áreas com indicação da vacina foram gradativamente ampliadas, a partir do monitoramento dos corredores ecológicos, abrangendo atualmente 575 dos 645 municípios paulistas.

          Com relação aos casos relacionados à doença, desde 2017, 46,5% das infecções por febre amarela foram contraídas em Mairiporã e 17% em Atibaia.

Essas duas cidades respondem por quase dois terços dos casos de febre amarela silvestre no Estado, e já têm ações de vacinação em curso desde o ano passado.

Além disso, o número de cidades classificadas como locais prováveis de infecção da doença (47) representam 7,2% do total de municípios existentes no estado de São Paulo.

De 2017 até o momento houve 286 casos autóctones de febre amarela silvestre confirmados no Estado e 102 deles evoluíram para óbitos (confira na tabela abaixo). Entre os casos, há um caso com residência no Rio de Janeiro e infecção em Atibaia (SP). Já entre os óbitos, houve um morador de Minas Gerais e outro de Santa Catarina, ambos infectados em Mairiporã.

Não há casos de febre amarela urbana no Brasil desde 1942.

 

Município de Infecção

Caso

Óbito

 

n

n

AGUAI

1

1

ÁGUAS DA PRATA

2

-

AMÉRICO BRAZILIENSE

2

1

AMPARO

5

2

AMPARO/MONTE ALEGRE DO SUL

1

1

ARUJA

1

1

ATIBAIA**

49

14

BATATAIS

1

1

BOM JESUS DOS PERDÕES

2

-

BRAGANÇA PAULISTA

5

3

CAIEIRAS

4

2

CAMPINAS

1

-

CAMPO LIMPO PAULISTA

3

-

COTIA

3

2

EMBU

1

1

ESPÍRITO SANTO DO PINHAL

2

2

FRANCISCO MORATO

2

2

FRANCO DA ROCHA

3

2

FRANCO DA ROCHA/MAIRIPORÃ

1

-

GUARULHOS

1

-

IBIUNA

3

3

IGARATÁ

2

1

ITANHAEM

1

1

ITAPECERICA DA SERRA

3

2

ITATIBA

3

1

ITATIBA/PIEDADE

1

1

ITUPEVA

1

-

ITU

1

1

JARINU

6

2

JARINU/CAMPO LIMPO PAULISTA

1

-

JUNDIAI

1

-

MAIRIPORÃ*

133

39

MOCOCA/ CÁSSIA DOS COQUEIROS

1

-

MONTE ALEGRE DO SUL

4

2

NAZARÉ PAULISTA

12

4

PIEDADE

1

1

PIRACAIA

1

-

SANTA CRUZ DO RIO PARDO

1

-

SANTA ISABEL

2

-

SANTA LUCIA

1

1

SÃO BERNARDO DO CAMPO

1

-

SÃO JOÃO DA BOA VISTA

2

1

SÃO PAULO

7

4

SÃO ROQUE

2

-

TUIUTI

1

-

VALINHOS

2

2

VARZEA PAULISTA

2

1

Total geral

286

102

 

* 2 óbitos, sendo um com residência em Poço Fundo (MG) e outro em Santa Catarina, ambos com infecção em Mairiporã (SP)

 ** 1 caso com residência no Rio de Janeiro (RJ) e infecção em Atibaia (SP)

Publicado por Assessoria de Imprensa em