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HC ganha 1º equipamento do país para diagnóstico por imagem de esclerose múltipla

Único no SUS, PET/RM permitirá maior agilidade e precisão na detecção da doença, além de ser usado em pesquisas sobre câncer, Alzheimer e cardiopatias

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP ganha na próxima quarta-feira, 27 de abril, o primeiro equipamento do SUS (Sistema Único de Saúde) que integra, em um único aparelho, PET (tomografia por emissão de pósitrons) e ressonância magnética, representando um novo salto tecnológico no diagnóstico por imagem capaz de diagnosticar doenças como esclerose múltipla. O PET/RM, adquirido por meio da Fundação Faculdade de Medicina por R$ 10 milhões, será utilizado tanto para pesquisas quanto para o diagnóstico de pacientes com doenças como câncer, doenças cerebrais degenerativas, dentre outras enfermidades. 
 

Uma das pesquisas a ser realizada nesta plataforma é a investigação de marcadores de inflamação cerebral juntamente com alterações observadas pela RM na esclerose múltipla. Para isso, esta pesquisa utilizará novos marcadores a serem produzidos no próprio Inrad por meio do Cíclotron _acelerador de partículas empregado na produção dessas substâncias. É a combinação única das duas tecnologias de ponta em um mesmo parque tecnológico¿o PET/RM e o Cíclotron- que possibilitará o desenvolvimento de novas alternativas de tratamento e potencialmente de controle do tratamento de uma gama ampla de doenças neurodegenerativas.  
 

"A soma das tecnologias PET com ressonância no aparelho permitirá que, com um único exame, obtenha-se o quadro completo do paciente também em doenças como a doença de Alzheimer: tanto em nível estrutural, avaliando as áreas cerebrais que estão com o volume reduzido pela ação da doença (determinadas pela RM), quanto em nível molecular, utilizando marcadores de assinatura patológica utilizados com a tecnologia PET", afirma Carlos Buchpiguel, diretor da Divisão de Imagem Molecular e Medicina Nuclear do InRAD.  Com isso, os especialistas poderão identificar, por exemplo, as alterações  que ocorrem em nível subcelular, muito antes que os sintomas específicos estejam manifestados para permitir um diagnóstico definitivo deste tipo de demência.           
 

Isso representará um ganho tanto na precisão do diagnóstico como na rápida definição do tratamento, além da conveniência da verificação simultânea da ressonância e PET em um único exame para o paciente. Junto com o Cíclotron, o PET/RM integrará o parque tecnológico do Inrad, equipado com o que há de mais moderno no diagnóstico por imagem. 
 

"A chegada do PET/RM é mais um enorme passo que o HC dá na pesquisa de ponta. A combinação em um mesmo parque tecnológico do Cíclotron e do PET/RM, por exemplo, permite a realização de diagnósticos e pesquisas inéditos no país. E as pesquisas que iremos desenvolver nesse aparelho colocam o HC no patamar dos mais desenvolvidos centros de medicina no mundo", afirma Giovanni Guido Cerri, presidente do Conselho Diretor do Inrad.

Publicado por Assessoria de Imprensa em

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