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Dicas para combater mosquito da dengue

Vai viajar no Carnaval? Proteja sua casa do mosquito da dengue

Com a chegada Carnaval, muitas pessoas vão aproveitar para viajar. Mas para curtir o feriadão tranquilo com a família, é preciso ter alguns cuidados dentro de casa para não deixar o mosquito da dengue entrar. Afinal, serão seis dias longe.

“Contamos com todos para dar continuidade ao enfrentamento às Arboviroses e, assim, aumentar a proteção à população. Essa redução expressiva é resultado da intensificação das ações de combates ao Aedes aegypti promovidas pelo governo do Estado e, sobretudo, da colaboração do poder público e da sociedade civil. Não podemos dar trégua ao mosquito”, afirma o secretário de Estado da Saúde, José Henrique Germann

Segundo uma diretriz do Sistema Único de Saúde (SUS), o trabalho de campo para combater o mosquito compete principalmente aos municípios. Já o Governo Estadual presta auxílio por meio de treinamentos técnicos, além de apoio, sempre que necessário, do efetivo da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) para ações de nebulização, entre outras.

A Sucen é responsável pelo controle das questões sanitárias que atingem de forma endêmica a população, como o controle de dengue e de febre amarela, malária, doença de chagas, leishmaniose e esquistossomose. Os agentes do órgão auxiliam os municípios nas iniciativas para matar o mosquito em fase adulta e eliminar os focos nas residências.

“A utilização de produtos químicos não é suficiente para o controle do mosquito. Para evitar a proliferação do Aedes aegypti, o mosquito transmissor dos vírus da dengue, zika e chikungunya, é fundamental eliminar focos e criadouros”, explica o especialista Dalton Pereira da Fonseca Jr., superintendente da Sucen.

O mosquito da dengue tem evolução rápida e pode sobreviver à todas as estações do ano. Uma pesquisa do Instituto Butantan, unidade ligada à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e um dos maiores centros de pesquisa biomédicas do mundo, constatou que o Aedes Aegypti possui patrimônio genético muito grande e variável mesmo no inverno, época de baixa incidência do inseto.

Residências

Apesar da atuação do poder público, o apoio da população é fundamental para evitar focos de transmissão da dengue, pois cerca de 80% dos criadouros estão em residências. Assim, armazenar água de forma incorreta, deixar algum vão na caixa d’água ou esquecer recipiente no quintal são os principais motivos que fazem das casas os principais criadouros do Aedes aegypti, que prefere água parada e limpa.

O mosquito tem evolução rápida e pode sobreviver a todas as estações do ano. Uma pesquisa do Instituto Butantan, unidade ligada à Secretaria de Estado da Saúde e um dos maiores centros de pesquisa biomédicas do mundo, constatou que o Aedes aegypti possui patrimônio genético muito grande e variável mesmo no inverno, época de baixa incidência do inseto.

Orientações

Por isso, é importante relembrar as dicas para evitar que as casas e apartamentos se transformem em criadouros:

– Coloque o lixo em sacos plásticos e mantenha a lixeira sempre fechada;

– Folhas e tudo o que possa impedir a água de correr pelas calhas também precisam ser removidos;

– Troque a água e lave o vaso das plantas aquáticas com escova, água e sabão pelo menos uma vez por semana;

– Garrafas e recipientes que acumulam água devem ser sempre virados para baixo;

– Caixas d’água também devem permanecer fechadas e todos os objetos que acumulam água, como embalagens usadas, devem ser jogados no lixo.

 

Sucen

A Superintendência de Controle de Endemias do Estado de São Paulo é responsável pelo controle das questões sanitárias que atingem de forma endêmica a população, como o controle de dengue e de febre amarela, malária, doença de chagas, leishmaniose e esquistossomose.

Os agentes da Sucen auxiliam os municípios nas ações de nebulização para matar o mosquito em fase adulta e eliminação dos criadouros de dengue nas residências. “A utilização de produtos químicos não é suficiente para o controle do mosquito. Para evitar a proliferação do Aedes aegypti, o mosquito transmissor dos vírus da dengue, zika e chikungunya, é fundamental eliminar focos e criadouros”, explica o especialista Dalton Pereira da Fonseca Jr., superintendente da Sucen.

Durante o verão, é preciso redobrar os cuidados com o mosquito. Por ser um período quente e com frequentes pancadas de chuva, a velocidade de reprodução do mosquito é ampliada. Além da dengue, existe o temor pela zika e chikungunya.

O orquidófilo Domingos Astrini tem um criadouro de orquídeas e toma muito cuidado para evitar que o mosquito se prolifere. “Procuro mantê-las num ambiente médio de umidade e hidratação, deixo as plantas em cima de telas, não utilizo pratinhos para não acumular água e tornar o ambiente um criadouro do mosquito”, explica.

Porém, o mosquito da dengue tem evolução rápida e pode sobreviver à todas as estações do ano. Uma pesquisa do Instituto Butantan, unidade ligada à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e um dos maiores centros de pesquisa biomédicas do mundo, constatou que o Aedes Aegypti possui patrimônio genético muito grande e variável mesmo no inverno, época de baixa incidência do inseto.

Por meio de armadilhas, foram coletados os ovos, pupas e larvas do animal em seis áreas distintas. O estudo utilizou o total de 150 fêmeas para o seu desenvolvimento e avaliou as variações genética e morfológica do mosquito, além de ter levado em consideração as questões demográficas de dispersão e evolutivas destes insetos em áreas urbanas.

“Percebemos que o patrimônio genético do mosquito é bem rico e dinâmico, ou seja, a espécie tem grande potencial para sofrer alterações. Isso sugere que eles são muito versáteis em explorar novos ambientes e, possivelmente, contornar as nossas tentativas de eliminá-los”, destaca Lincoln Suesdek, pesquisador do Laboratório de Parasitologia do Instituto Butantan e coordenador da pesquisa.

Publicado por Assessoria de Imprensa em

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