FEBRE AMARELA
Informe Técnico nº 1, Monitoramento 2019

Atualização: 21/01/2019

 

 

 

SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA:

 

 

Desde 2016, a febre amarela reemergiu e avançou em sua área de ocorrência e detecção no Estado de São Paulo. Atualmente, todo o território paulista é considerado área de risco e, portanto, área com recomendação de vacina.  

 

VIGILÂNCIA DE CASOS HUMANOS

No ano de 2018 foram confirmados 502 casos autóctones em várias regiões do estado; destes, 175 evoluíram para o óbito, caracterizando uma letalidade de 34,9% (dados sujeitos a alteração).

O período sazonal, isto é, período de maior ocorrência da Febre Amarela ocorre de dezembro a maio. Em dezembro de 2018 foram confirmados três casos, com dois óbitos na região do Vale do Ribeira, nos municípios de Eldorado (dois casos) e Jacupiranga (um caso).

De primeiro de janeiro de 2019 até o momento foram notificados 32 casos suspeitos de febre amarela, sendo que nove casos autóctones foram confirmados. Destes, quatro evoluíram para o óbito, caracterizando uma letalidade de 44,4%.

Tabela 1. Distribuição dos casos notificados de Febre Amarela segundo classificação. Estado de São Paulo, janeiro de 2019.

Classificação

N

ÓBITOS

Confirmados

09

04

Descartados

01

-

Em investigação

22

02

TOTAL

32

6

 

Fonte: Sinan; Divisão de Doenças Transmitidas por Vetores e Zoonoses/CVE/CCD/SES-SP; atualizado em 21/01/2019.

 

Entre os casos confirmados, 83,3% são do sexo masculino, com mediana de idade de 45 anos e trabalhadores rurais (83,3%). Este é o perfil tradicional dos casos de Febre Amarela Silvestre registrados no país.

Quanto à distribuição geográfica destes casos, todos apresentam como local provável de infecção municípios do Vale do Ribeira, do Grupo de Vigilância Epidemiológica de Registro (mapa 1).

 

 

Mapa 1. Municípios com comprovada circulação do vírus da Febre Amarela no Estado de São Paulo. Estado de São Paulo, dezembro de 2018 a janeiro de 2019.

 

Gráfico 1. Distribuição dos casos e óbitos de Febre Amarela autóctone segundo semana epidemiológica. Estado de São Paulo, dezembro de 2018 a janeiro de 2019.

 

Fonte: Sinan; Divisão de Doenças Transmitidas por Vetores e Zoonoses/CVE/CCD/SES-SP; atualizado em 21/01/2019.

 

Tabela 2. Distribuição dos casos e óbitos de Febre Amarela autóctones segundo município do Local Provável de Infecção. Estado de São Paulo, dezembro de 2018 a janeiro de 2019.

MUNICÍPIOS

CASOS

ÓBITOS

LETALIDADE (%)

Eldorado

09

04

44,4

Iporanga

01

01

100

Jacupiranga

01

01

100

Cananéia

01

-

-

TOTAL

12

06

50

Fonte: Sinan; Divisão de Doenças Transmitidas por Vetores e Zoonoses/CVE/CCD/SES-SP; atualizado em 21/01/2019.

 

 


Gráfico 2. Distribuição dos casos notificados de Febre Amarela segundo classificação e semana epidemiológica. Estado de São Paulo, dezembro de 2018 a janeiro de 2019.

Dezembro: Inicio Período Sazonal da Febre Amarela 

 

Fonte: Sinan; Divisão de Doenças Transmitidas por Vetores e Zoonoses/CVE/CCD/SES-SP; atualizado em 21/01/2019.

 

VIGILÂNCIA DE EPIZOOTIAS EM PRIMATAS NÃO HUMANOS

 

Em relação à ocorrência de febre amarela em Primatas Não Humanos (PNH), a partir de janeiro de 2018, tivemos notificações de epizootias em 281 municípios, sendo que em 46 foi confirmada a circulação do vírus, com 261 animais positivos para febre amarela.

De primeiro de janeiro de 2019 até o momento foram notificados 32 PNH.

Tabela 3. Distribuição do número de PNH notificados segundo classificação. Estado de São Paulo, janeiro de 2019.

CLASSIFICAÇÃO

N

Indeterminados

11

Em investigação

21

TOTAL

32

 

Fonte: Sinan; Divisão de Doenças Transmitidas por Vetores e Zoonoses/CVE/CCD/SES-SP; atualizado em 21/01/2019.

 

 

Gráfico 3. Distribuição do número de PNH notificados segundo classificação. Estado de São Paulo, dezembro de 2018 a janeiro de 2019.

 

 

Fonte: Sinan; Divisão de Doenças Transmitidas por Vetores e Zoonoses/CVE/CCD/SES-SP; atualizado em 21/01/2019.